ORA YEYÊ O !
Água mansa
Caindo da bica
Abro a boca
E eu já não sou
Guardo a guarda
E me pesco
Sereia de água doce
Sereia de maré-mansa
sábado, 10 de setembro de 2005
DRUMONDEAR
Não farei versos do tamanho do mundo
Em meu coração já não cabem
E nem eu em mim mesmo
Não vou cantar recordações
De uma terra que nem conheci
Vou dizer a verdade das rosas
Que catei num caminho
Sem pedras
Vou anunciar a loucura
Contida em cada lucidez
E a cada momento voltar-me-ei para ti
E saberei que estás de pé
Em meu coração já não cabem
E nem eu em mim mesmo
Não vou cantar recordações
De uma terra que nem conheci
Vou dizer a verdade das rosas
Que catei num caminho
Sem pedras
Vou anunciar a loucura
Contida em cada lucidez
E a cada momento voltar-me-ei para ti
E saberei que estás de pé
sexta-feira, 9 de setembro de 2005
Maria da Glória
(ou Lucíola insiste em morrer)
I ATO
Cá estamos
E de repente tudo tem gosto de sempre
Olhos que se voltam indagando:
- Quem é a Dama das Camélias?
Sorrisos espalham-se por seu corpo
Em bocas invisíveis
Bocas que procuram sua boca
Num afã momentâneo
Nada mais
II ATO
E de repente até sentir-se feliz
E até gostar dos vários cheiros
Que invadem sua pele
E até gostar de misturar suores
E ver tudo indo embora
Na curva extrema o riacho
Segue circulando nas feridas
Cá estou
E de repente tudo tem gosto de nunca mais
(ou Lucíola insiste em morrer)
I ATO
Cá estamos
E de repente tudo tem gosto de sempre
Olhos que se voltam indagando:
- Quem é a Dama das Camélias?
Sorrisos espalham-se por seu corpo
Em bocas invisíveis
Bocas que procuram sua boca
Num afã momentâneo
Nada mais
II ATO
E de repente até sentir-se feliz
E até gostar dos vários cheiros
Que invadem sua pele
E até gostar de misturar suores
E ver tudo indo embora
Na curva extrema o riacho
Segue circulando nas feridas
Cá estou
E de repente tudo tem gosto de nunca mais
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